Cola pseudo-intelectual para as redações

A seguir, a nossa tão esperada relação de pensadores, citações, principais ideias e possibilidades de relação com temas de redação.

Obs: As citações estão entre aspas. As frases em negrito e sem aspas são apenas sínteses de ideias e não citações

Coloquei os nomes dos autores seguidos de possíveis alcunhas que podem ser utilizadas na redação, ou ao menos para contextualizá-los.

Estou postando as minhas primeiras anotações. Esta página ficará em aberto para constantes atualizações.

Quem lembrar de algum autor não citado, pode sugerir para eu incluir aqui. Bora preparar essa cola juntos!

 

Heráclito (Pré-Socrático)

“não se pode entrar duas vezes no mesmo rio” – Tudo está em constante transformação

Uma outra ideia, boa para se dissertar sobre política, democracia, diálogo, é a afirmação de que

é a partir da disputa ou movimento entre os opostos que se dá a harmonia.

Sócrates (Grécia Antiga)

“Quantas coisas existem de que não necessito” – Sobre consumismo e para pensar propostas mais simples e sustentáveis para orientar nossas vidas.

“Age errado aquele que desconhece o que é o bem” – Ninguém é bom ou mal por natureza. Quem age errado, age por ignorância (por não compreender e não internalizar as ideias adequadas do que realmente importa na vida. Assim é que se explicaria a existência de pessoas que roubam bens materiais motivados por interesse, egoísmo, etc.).  (bom para falar sobre a importância da educação e de campanhas de conscientização para lidar com problemas como violência, criminalidade, corrupção, etc.)

Platão (Grécia Antiga)

“É melhor sofrer uma injustiça do que cometê-la” – Enfoque da moralidade na consciência do sujeito. Qualquer injustiça sofrida só pode nos afetar em relação às coisas externas e mundanas (perda material, difamação, etc.)

Platão apontava problemas inerentes à democracia – Ex: Qualquer pessoa pode governar (pessoas sem preparo, por exemplo)

A definição de Platão para a justiça seria oferecer a cada um de acordo com sua natureza ou aptidões.  Dá para usar essa ideia para discutir temas envolvendo a questão da desigualdade (material e/ou de oportunidades). Para pensar formas de tratamento diferenciadas (por exemplo, punições a menores, indígenas, serviços diferenciados a idosos, minorias, etc.)

Alegoria da caverna – Serve para qualquer comparação entre supostas ilusões e alguma suposta verdade.  Sobre qualquer situação relacionada à manipulação de informações ou dados que alterem a veracidade de alguma situação. Aborda também a dificuldade de se convencer a “massa” a sair do senso comum.

 

Aristóteles (Grécia Antiga)

“Uma andorinha só não faz verão” – Sobre a necessidade de se agir virtuosamente ao longo da vida (e não apenas uma vez) , para que alguém se torne virtuoso.

A virtude é sempre o meio termo entre extremos de conduta.

A virtude se desenvolve pelo hábito – ênfase na prática de ações virtuosas, e não apenas na reflexão. Condutas repetidamente praticadas tornam-se cada vez mais naturais e passam a fazer parte do nosso caráter construído. (bom para falar sobre a importância da dedicação, da educação e de campanhas de conscientização)

Epicuro (Grécia Antiga)

Defesa da simplicidade de vida. Proposta de distinguirmos os bens necessários dos não necessários, e dependermos apenas dos primeiros. Maior felicidade é a da serenidade, e não do frenesi dependente de estímulos exteriores.

“A quem pouco não basta, nada basta”

Céticos  da antiguidade

Não há como determinar nenhum critério sobre quais opiniões são corretas ou erradas. Nenhuma discussão pode chegar a uma conclusão. A proposta deles era “suspender o juízo”. Seguir o senso comum, já que não se pode ter certeza de que a causa que se deseja defender é verdadeira. (pode ser usado para discutir sobre o relativismo das nossas discussões atuais e sobre apatia política, por exemplo)

Agostinho de Hipona (filósofo medieval)

“ama e faze o que queres”  – Quem alcança uma compreensão e amor verdadeiros em relação à criação, passa a querer naturalmente agir da melhor forma e assim não precisa consultar regras ou que lhe imponham sanções.

O mal não existe como uma coisa no mundo. O mundo não é ruim. Nosso olhar limitado é que assim o julga, associando acontecimentos ou situações apenas aos interesses particulares.

 

René Descartes (“pai da filosofia Moderna”)

Os cinco sentidos nos enganam. As coisas podem ser diferentes de como as vemos. Apenas a razão pode funcionar como critério para avaliar a veracidade das informações que vêm pelos sentidos.

Cuidado para não usar a famosa frase “penso, logo existo” com qualquer sentido sem relação com a intenção que Descartes utilizou. Este seria o argumento com o qual prova que o pensamento, sozinho, é capaz de chegar a alguma ideia verdadeira e inquestionável sobre a realidade.

Nicolau Maquiavel (inaugurador do pensamento político Moderno)

ATENÇÃO: Ele nunca escreveu a frase erroneamente atribuída a ele “Os fins justificam os meios”!

Percepção da política como um jogo. Inaugura um olhar mais pragmático. A manutenção da ordem é uma finalidade que deve se sobrepor à necessidade de se agir sempre de forma moral. (Apenas esta finalidade na política é que justificaria os meios empregados pelo governante).

Para a manutenção da ordem, ao governante, “é melhor ser temido do que amado”

 

Thomas Hobbes (filósofo político Moderno / “defensor do absolutismo”)

Ser humano naturalmente egoísta (impulso natural pela autopreservação, competição e glória)

Sem um governo com poder absoluto sobre o povo, abre-se inevitavelmente a possibilidade de um retorno ao estado de guerra de todos contra todos

 

Jean-Jacques Rousseau (pensador do século XVIII)

“O ser humano nasce bom, a sociedade o corrompe” (o egoísmo, a competitividade e a vaidade são construções desenvolvidas historicamente. Todos somos e nascemos originalmente animais tranquilos e sem grandes ambições)

A desigualdade começou com a invenção da propriedade privada e o desenvolvimento de tecnologias elaboradas.

Os governos existentes foram criados para garantir os interesses daqueles que se apropriaram do bem comum.

É necessário que se instituam novos contratos sociais => O governo deve ter como uma de suas metas, a redução da desigualdade (injustamente criada).

 

John Locke (filósofo empirista da Modernidade – século XVII)

Teoria da tábula rasa => noção de que o ser humano nasce vazio, sem qualquer ideia ou preconceito programados.

pai do liberalismo => Defesa de direitos naturais (vida, liberdade, propriedade). Estado deve ter a finalidade de garantir esses direitos aos indivíduos.

A desigualdade e o aumento da produção seriam um resultado justo da lógica da propriedade, e não seria um mal. Pelo contrário, acaba por garantir que mesmo os menos favorecidos vivam em condições melhores do que em uma sociedade comunitarista.

 

David Hume (empirista)

Todo conhecimento sobre supostos padrões na natureza não passam de apostas resultantes da nossa expectativa subjetiva. Observamos certos padrões equeremos acreditar que estes sempre se repetirão, que a natureza obedece a regras lógicas. Mas isso não temos como provar.

Sobre a questão da beleza e do gosto, são experiências subjetivas. A beleza é uma sensação do sujeito. Nenhum objeto é belo em si.

Não há uma beleza universal, mas existe o refinamento de gosto, pelo qual poderíamos distinguir a qualidade entre determinadas obras.

Immanuel Kant (filósofo iluminista)

Ser moral é agir de acordo com o dever moral, e pelo dever moral. Existem normas morais universais, e estas são definidas pela razão humana (e não pela política, leis, ideologia ou senso comum)

Arthur Schopenhauer (filósofo alemão do século XIX)

“Fazemos o que queremos, mas não escolhemos querer o que queremos” (sobre a ausência do livre-arbítrio no ser humano, e de como somos reféns dos nossos desejos e impulsos).

Somos motivados inevitavelmente pelos desejos, o que nos condena a uma vida de sofrimento

A felicidade não existe, mas apenas curtos momentos de alegria (que não são mais do que a sensação de alívio pelas dores que conseguimos suprimir).

 

Jean-Paul  Sartre (pensador existencialista do século XX)

“O homem está condenado a ser livre” (estamos sempre escolhendo. Não há como fugir. Ficar em cima do muro também é uma escolha)

“Não somos o que o mundo faz de nós, mas sim aquilo que fazemos a partir do que o mundo faz de nós” (sobre a questão da influência do meio sobre o indivíduo)

 

Simone de Beauvoir (filósofa do século XX)

“Não se nasce mulher, torna-se mulher”

“O homem é definido como ser humano, e a mulher como fêmea (…) Quando ela se comporta como um ser humano, é acusada de imitar o macho”.

“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância”

“O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”

3 comentários em “Cola pseudo-intelectual para as redações”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s